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O caso UNIBAN

30 out

Esse foi o par de pernas causador de todo o acontecido na UNIBAN. Nunca antes na história desse país, um par de pernas deve ter causado tamanho alvoroço.

Se você disse: “Ah, vestida assim também! Ela deu motivo”. OK, Parabéns. Voce é da turma dos ridículos moralistas da UNIBAN.

Desde quando a maneira como alguém se veste/comporta/é dá direito a outras pessoas de se portarem daquela maneira. A garota quase foi posta na nova fogueira da inquisição no meio da universidade.

Onde mesmo?

Presume-se que pra chegarem até ali aqueles animais, agindo totalmente em rebanho, deveriam ter o mínimo de discernimento, mas não foi isso que se viu ali. Vimos pessoas caminhando pelos corredores com suas tochas (leia-se: celulares), gritando “Queimem a bruxa!” (leia-se: pu-ta). Só tinha visto situação semelhante em filmes. Na Idade Média.

A garota que fala “vamo ver a puta da faculdade” deve ser a mais puritana das puritanas. Ela vai pra uma micareta, fica com 18 caras e, depois da 20° “breja”, beija até as duas amigas que foram com ela. Aí tudo bem, né? Afinal, é assim que funciona num país onde ver uma bunda na televisão é normal, mas a mulher usar a roupa que bem lhe interessa, não. Aí ela é pu-ta.

Os gringos ainda acham que aqui no Brasil é “livre”. Fora do Brasil, uma situação como essa é inimaginável, exceto em países do Oriente Médio, onde, se as mulheres mostrarem um dedo do pé, elas tem o direito de serem apedrejadas até a morte. Mas aí, um brasileiro olha e fala “isso é um absurdo”, enquanto isso, ele reprime a filha dele, porque ela tá usando batom ou começando a namorar.

Por essas e outras, sou a favor de que ande #todomundonu.

@paulosena