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A derradeira história do jumento preto – Irene Doida

16 maio

Pois é…. pra quebrar um pouco o marasmo do blog nesses últimos dias, (nossos panzepimbeiros também merecem descanso, OU NÃO), venho trazer esta que provavelmente é a ultima história do jumento preto. Não porque não tenha mais, mas porque a receptividade a elas não foi muito boa. Por isso, trago a vocês a histórinha da Irene, na minha opinião, a melhor dessas histórias, então se vocês não gostarem dessa não vou gostar de nenhuma outra.

Lembrando que esta histórinha também contem palavras de baixo calão, situações vulgares e piadas escatológicas. Então crianças, não vão adiante.

…a Irene doida é a doida mais constante da minha rua. Entre as suas loucuras do dia a dia eu posso citar o jeito peculiar que ela tem de varrer a rua (com uma vassoura sem cabo) de forma que ela fica literalmente com “o cu virado pra lua”, ela também passa o dia deitada nos bancos da rua enquanto a meninada insulta com ela.

Ela só anda com um saco cheio de cacareco, onde ela carrega material pra fazer ‘piriquitin’ e bolachinhas (pros mesmos meninos que insultam com ela) e, além disso, toda vida que ela passa na porta lá de casa, ela faz uma zuada do tipo “aruluruluruluruláááá” acompanhado da frase “tia, eu só faço isso porque eu sou doida”…Além disso, ela tem uns lances escrotos, como comer meleca do naiz, mostrar os peitos e afins, virar as palpebras dos olhos, mijar no trilho…enfim…e em casos extremos ela joga pedra em quem mexe com o sossego dela…

Certa vez, há muito tempo (eu tinha uns 10 anos) ela tava passando na rua com o caraolho (o ex dela, que a abandonou e sumiu no mundo). Ainda lembro do meu amigo dizendo: -Caraolho, pega no priquito da Irene… Caraolho-Não, não…só no posto (de saúde) Mas mesmo assim a galera da rua toda via ele dando umas dedadinhas só de leve nela…

Mas ela é tão escrota dum jeito que toda vez que ela me ve ela diz: Irene-tá bom de cortar esse cabelo, tá parecendo uma rapariga… Ronald-Eu vou comer é o teu priquito Irene doida… Irene-Pra que? pra eu pegar um câncer? pra eu pegar uma AIDS? pra eu pegar uma raladura? e eu só quero velho aposentado pra comprar os meus remédios…

Engraçado foi quando, certa vez, a gente pagou ao Cú uma quantia valorosa de 50 centavos pra ele dar um beijo na Irene, ele recebeu o dinheiro, agarrou a Irene, deu um beijo nela e levou dela um murro seguro no meio dos peitos que ficou cuspindo uma coisa escura (provavelmente do cigarro) o dia inteiro…

Eu lembro que a gente roubava dela umas revistas de sacanagem que ela carregava na sacola… …e teve um dia também que eu e uns amigos, brincando de “guerra de urtiga” chicoteamos as pernas dela com urtiga enquanto ela dormia…nesse dia foi pedra pra tudo quanto foi lado… O mais legal é quando ela diz “eu faço isso porque sou doida”…ai geralmente alguém diz: e se eu te desse R$ 1,00, o que tu fazia? -Eu comprava um sabonete…

Teve um tempo lá na rua (e isso geralmente acontecia) de ela aparecer dizendo que tava grávida…e era uma gravidez que durava anos (até um dia desses ela tava “grávida”) mas na verdade ela dizia isso só pra não apanhar de uma tal de Neide Cambota (a arquiinimiga dela).

A Neide cambota está para a Irene como o Plancton está dara o Sr. Sirigueijo, assim como a Ruth está para a Raquel…segundo a Irene, o maior projeto de vida dessa tal Neide é roubar o radinho de pilha dela, radinho esse que ocasiona brigas constantes, sempre rendendo a Irene marcas de pedrada, de azunhada, de murro, de mordida e etc…

Maaaas o mais legal da Irene é a vulgarridade que ela tem em mijar e cagar na rua…ela faz isso tranquila, sem maioes constrangimentos, e, se acaso alguém se incomode, ela ainda mostra os peitões de quebra… enfim…a Irene é, talvez, uma das minhas doidas favoritas…eu teria muito o que contar dela, mas é foda porque essas histórias escritas meio que se empobrecem de graça e emoção…

Histórias do Jumento Preto – A Baleona Preta

21 abr


Há algum tempo eu fiz uma enquete (ENQUETE dona Millá), perguntando qual história q vcs queriam que eu publicasse em seguida, a vencedora com 2 votos (sendo um deles meu) foi essa historinha singela que eu publico aqui. Enjoyem-se!
A Baleona Preta (assim carinhosamente apelidada pelo Estevão, seu marido) é, na verdade, o “macho” da relação. É uma verdadeira “Bonequixa” (bate no marido, bate nas crianças, chuta o cachorro…etc e tal) Certa vez, quando o Estevão chegava em casa (ele vinha do trabalho, no mesmo lugar que o Sérgio trabalhava) ele encontrou a baleona no chão da sala fazendo um “amorzinho gostoso” com um tal de Ben (um ladrão de quintal, que rouba material de construção, sucata, fruta, roupa no varal e afins) ai a putaria não prestou porque, no momento, o Estevão inchou pra eles e, na certa (pelos depoimentos que ouvi acerca do assunto) ele levou a pior porque era o Ben (tão magro quanto o Estevão, não chegando nem aos 50kg) e a Baleona contra ele (essa sim fazia gosto, 300kg, um raio de 1,30m por mais de 1,70 de altura, era carne pra uma vida toda e mais 6 meses) enfim, o coitado do Estevão foi tentar pôr moral e lavar a sua “honra” e só levou a pior…foi pêa a noite toooooda, esse coitado levou tanto de murro, de tapa, de “cabada” de vassoura e de cascudo na moleira…foi tanta pêa que tiveram que chamar a polícia (deu delegacia e tudo)…sei que chegando lá, o patrão do Estevão foi chamado no 7° DP do Pirambú (o mesmo homem da história do Sérgio irmão do Cú) e ai a mugangada só fez piorar, porque ficaram ele, os policiais, o delegado, o povo lá e até uns bandidos rindo da cara dos dois (só dos dois, porque nessa altura do campeonato, o Ben já devia estar embiocado no quintal de alguém) sei que, depois de todos os “procedimentos cabíveis” (a cara da polícia) eles foram pra casa e, no outro dia eles se separaram…a partir daí o Estevão sofreu muito porque ele ama de loucura doente o diabo daquela mulher…sei que, nesse dia (ai eu posso falar porque eu vi) ele apareceu na casa desse homem com uma carroça carregada com as “catrevas” dele…cama, roupas, garrafas véa, lixo, lixo, lixo…e, assim, armou a sua casa na rua (o mais engraçado foi ele muito bêbado dormindo no chão e o Cú (irmão do Sérgio) deitado na cama dele, muito relaxado) e ele sofreu durante esse dia, o homem até acolheu ele em casa e tal, e assim se passou dois dias separados, e ele sofrendo, chorando e me dizendo (imaginem uma voz de malandro e arrastada) Estevão- A Baleooona pisou no vacilo comiiigo, mas o pior é que eu quero voltar pra casa…Rônis (é assim que ele me chama) eu queeeero a minha “mamããããe preta” Porém, como as coisas lá na casa dela andavam mais preta do que o umbigo dela (pra não dizer outra coisa) ela procurou o Estevão pedindo que ele voltasse pra casa (motivo-a geladeira tava vazia!) Baleona- Estevão, se tu comprar umas laranjas, “hoje tem” (imaginem) (o negócio dela é a geladeira cheia!…pode faltar luz, água, trabalho, ar pra respirar…ela não tá nem ai, só o que não pode faltar é laranja, banana e principalmente o preferido dela-bolo de padaria) Sei que a história se encerra com a volta do Estevão pra casa, depois de uma traição que nem foi a primeira e nem foi a última… Ahh, vale lembrar que, apesar de tudo isso, o Ben continua comendo a criatura até os dias de hoje…

Histórias do Jumento Preto – O Véi Baitola

28 mar


Você não pediu, mas eu atendi! Atendendo a maioria da minoria das pessoas que gostaram das histórias do jumento preto, eu coloco aqui um nova histórinha. Dessa vez temos a presença do simpático Véi Baitola, que dessa vez conta suas aventuras sexuais. Com a palavra, Jumento preto:

O velho Baitola foi um velhinho simpático que apareceu lá no bairro certa vez…no dia que ele apareceu eu tava com um amigo na calçada da casa dele conversando “miolo de pote”, sei que quando meu amigo viu esse velho vindo, com uma sacola do tamanho de um jumento, ele me disse logo: olha ai, pode frescar que esse ai é doido…
Então eu disse: fresca tu então…

E assim foi feito, quando o velho se aproximou, meu amigo chamou ele, estendeu a mão pra que ele pegasse e disse: tudo bem com o senhor?
O velho respondeu meio desanimado, mas mesmo assim meu amigo iniciou uma conversa absurda, começou perguntando se o velho tinha msn, ai continuou dizendo que meu pai era dono do Banco do Brasil e que eu tava na novela (que eu nem lembro qual era, mas que eu fazia um papel de viado) Ai o velho se animou, perguntou se eu era viado, eu, pra frescar, disse que era e que gostava de um velho assim que nem ele…ai não prestou…o velho abriu o jogo ali mesmo e disse que quando era rapazinho ele se trocava com uns padres lá no Piaui, que era gostoso e que tinha o “Padre Loirin”, que era o grande amor da vida dele…
E o velho viajava, fantasiava tanta coisa enquanto falava…que o padre pegava aqui, botava o dedo alí…e eu e meu amigo só se aguentando pra não rir na cara do velho…até que o velho falou de um cara lá perto de casa que tinha “passado” ele…o cara prometeu um terreno pra ele fazer a bodega dele (o projeto de vida do velho é uma bodega)
Enfim, o velho, após ter contado toda a sua aventura sexual pra nós (sendo que nenhuma delas envolvia mulher) se despediu e foi embora…

Muito tempo depois eu vi esse velho de novo lá na rua, era altas horas e eu tava chegando de uma festa, tava eu, outro amigo e uma amiga…quando esse velho passou por nós e tomou certa distância eu gritei: “BORA VÉI BAITOOOOOLA!!”
Quando ele ouviu, ele se virou com todo o ódio do mundo no coração e disse:
Velho- Baitola é você seu viado que vive ás minhas custas…eu que te dou dinheiro, seu morto de fome…eu vou te matar, eu vou te matar, tu tá marcado desgraçado…
e falou, e gritou, e os cachorros começaram a latir nos quintais…foi uma putaria…eu me escondi atrás de uma árvore, meu amigo atrás de um carro e minha amiga se aperreou…
E o velho ainda veio até onde a gente tava…esculhambou, falou alto e eu lá, parado, morrendo de vergonha…
Velho- Respeite a minha idade, me respeite, eu não te conheço (ele nem lembrava mais de mim)
Sei que ele fez uma zuada da porra, nem parecia aquele velho simpático de antes…
…e foi embora…
e desde então, sempre que eu vejo ele, eu grito, seja escondido atrás de um poste, de uma árvore ou atrás de um muro…”BORA VÉI BAITOOOLA!!!”

Histórias do Jumento Preto – A história do Cú, do Maria, e da marmita

20 mar

Enquanto a novela “Cagadas Sentimentais” não chega, (ela está em fase de produção por parte dos nossos panzepimbeiros Elias e Kinzim, até quando eu não sei, não me perguntem) eu inauguro essa seção do Panz&PimBLOG chamada “Histórias do Jumento Preto”, que são histórias contadas pelo meu amigo lá da UECE Ronald (pseudônimo de orkut Jumento Preto, também conhecido como Jesus). São histórias singelas, que dizem respeito ao dia-a-dia cotidiano do bairro onde ele mora e que com certeza são, no mínimo, inusitadas. Se são verídicas ou não, isso eu não sei, mas que são hilárias, isso são! Pra começar, trago aqui a história de um dos personagens centrais das histórias dele, o doidinho Cú.

Eu vou contar outra historinha que fala sobre como todo mundo tem chance ao amor!

Perto da minha casa mora um doido que atende pelo simples e singeloso apelido de “Cú” (porque, segundo o pai dele, ele é pretinho, pequeno e fedorento)…bem, ele é doido mesmo e topa tudo por comida, cigarro e afins…certa vez, ele tava passando perto de uma sucata lá perto de casa, foi então que ele encontrou o Maria (outro doido muito conhecido por ter relações com os travestis do centro da cidade), bem, no momento o Maria tava com uma marmita na mão, o Cú, quando viu a marmita, se aproximou logo com o interesse de comer um bocado da marmita do Maria…

(aqui se sucede um diálogo imaginário entre os dois dentro da situação)

Cú- Ei Maria, tá comendo é?
Maria- Tô…
Cú- Ei Maria, deixa um “pouquin” pra mim?
Maria- Tu quer?
Cú- Quero…
Maria- Ei Cú, se tu quiser mesmo, vai ter que me dar a bunda…
Cú- Dou…eu já fui viado cara…

*interrompo o diálogo pra esclarecer que o Cú é um ex-viado, segundo ele, ele já deu, já chupou, mas não gostou não…inclusive, existe uma história de um velho lá na rua dele que comia ele em troca de cigarro*

Maria- Ei Cú, pois vai lá pro fundo da sucata que eu tô indo…
Cú- Ok…

E assim foi feito, o Cú foi pro fundo da sucata e, enquanto isso, o Maria comeu a marmita inteira (inclusive a parte reservada no trato entre ele e o Cú)
Chegando lá nos fundos, o Cú baixou as calças e…no momento que o Maria ia “tacar fogo”, eis que aparece o dono da sucata!

Dono da sucata- QUE PORRA É ESSA?
Cú- Agora fudeu…
Maria- Vem Cú, vem logo, enquanto ele não chega…

Só que o Cú “pegou o beco” na hora e o Maria comeu a bronca sozinho…depois disso a história caiu no domínio popular e eu venho ,através da minha memória, contar essa boa história pra vocês…

Ahh, lembrando que, desde então, eu nunca mais soube do Maria…